“A internet não matará o jornalismo”, diz Gay Talese 

 

                

 

O jornalista e escritor norte-americano Gay Talese, considerado uns dos pais do new journalism deu uma palestra no Museu de Arte de São Paulo (Masp) na noite desta terça-feria, 07 de julho. Durante o encontro, moderado pelo jornalista Ilan Kow, editor executivo do jornal O Estado de S. Paulo, Talese abordou temas polêmicos como a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, governo Bush, escândalos sexuais e internet.

 

Vestindo um de seus famosos ternos, um chapéu panamá, uma gravata amarela e sapatos que de tão lustrosos poderia ser usados como espelho, Gay Talese deu uma verdadeira aula de jornalismo. Apesar da idade, ainda mostra-se um jornalista romântico, que sente prazer no que faz e gosta de fazer à moda antiga.

 

“Sou antiquado. Não uso e-mail e não tenho celular” diz ele, mostrando que não é adepto das ferramentas do século XXI. Prefere fazer jornalismo à ‘moda antiga’. Para Talese, um bom repórter tem que ser criativo, curioso, sair às ruas, entrevistar pessoas, apurar. “Jornalista tem que fugir do laptop”.

 

Quando perguntado sobre o futuro do jornalismo ele diz que “A internet não matará o jornalismo. O que pode matar são os erros cometidos pela imprensa, na busca pela velocidade da informação. A concorrência é dura. Mas sempre haverá espaço para o jornalismo de qualidade”.

 

Critico das relações entre imprensa e poder, o autor de Fama & Anonimato (companhia das letras) afirma que imprensa americana aceitou as mentiras do governo de George W. Bush. “Os jornais de hoje tem um vinculo social com o poder. Não teve bom jornalismo durante a guerra do Iraque” diz ele. E acrescenta falando que isso se deve ao fato de que os jornalistas estavam sobre proteção do exército americano.

 

 Talese é ‘conservador’ também quando se trata da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. “O bom jornalista deve ser curioso, e curiosidade não se aprende na faculdade” para ele a boa educação que teve em casa foi o principal fator que o ajudou a se tornar um jornalista.

 

Falando sobre a imprensa americana, Gay Talese acha que a imprensa americana é muito aficionada por escândalos sexuais. Ele cita como exemplo o caso do ex-presidente Bill Clinton que se envolveu com Mônica Lewinsky, na época sua secretária. Diz que a imprensa divulgou o caso mesmo antes de ser confirmado se era ou não verdade.

 

.O público permaneceu o tempo todo com os olhos e ouvidos atentos no que Talese dizia.  Os puxões de orelha, os conselhos, as histórias de quando era copy desk do The New York Times.  Cerca de duzentos e cinqüenta pessoas estavam no local, muitas delas sentadas no chão, outras dezenas ficaram do lado de fora do Masp, pois não havia mais lugar no auditório.

 

(clique aqui para ler esta matéria no site Terra)

Foto e reportagem: Glauber Macario

 



Escrito por revistadizer às 01h12
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A briga pelo PMDB

 

 

O presidente do Senado Federal, José Sarney, está sendo protagonista de diversos escândalos políticos na ultimas semanas. Todos os dias aparecem novas denuncias contra o peemedebista e contra o Senado, casa a qual comanda. Atos secretos, nepotismo, mansões não declaradas, entre outras coisas.

 

Com isso, cresce o clamor publico para que Sarney deixe a presidência do Senado. Incitado pela imprensa e por algumas celebridades (no Twitter).

 

A crise no Senado, juntamente com a imagem do senador perante a opinião pública, está, sendo usada pelos partidos para preparar o cenário para eleições presidenciais em 2010.

 

Vamos os fatos:

 

O PMDB é um forte aliado. Acredita-se que, quem tiver o PMDB ao lado leva a presidência.

 

José Sarney é do PMDB.

 

No cenário federal o PMDB é aliado do PT (Governo Lula)

 

No estadual (São Paulo) o DEM/PSDB(Serra) são aliados do PMDB.

 

O DEM ajudou José Sarney a eleger-se presidente do Senado.

 

PT e DEM/PSDB querem, e precisam, do PMDB de Sarney em 2010.

 

Com a atual imagem do Presidente do Senado, quem ficar ao seu lado também será tido como “vilão”. É ai que começa a jogada.

 

O DEM retirou seu apoio ao Sarney (PMDB) conseguindo com isso que a opinião publica ficasse ao seu lado.

 

Na lógica, o próximo da lista a ser pressionado pela população a retirar o apoio a Sarney seria o PT.

 

Caso o PT retire o apoio a Sarney é provável que a aliança com o PMDB seja quebrada, fazendo com que o PMDB corra para os braços do DEM/PSDB em 2010.

 

Por outro lado, o PT pode apoiar Sarney, conservar a aliança para 2010, mas prejudicar sua imagem com os eleitores.

 

O Partido dos Trabalhadores está dividido. Lula e Dilma preferem a segunda opção.

 

O DEM fez uma jogada de mestre. Largou agora para tentar pegar mais na frente.

 

Em resumo, ambos os partidos são, de certa forma, aliados do PMDB e de Sarney. Tanto Lula (PT) quanto Serra (PSDB/DEM).

 

 

 

Glauber Macario

 

 

 



Escrito por revistadizer às 15h16
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Manifestação contra Sarney fica abaixo do esperado

 

Organizado pelo Twitter, o ato que pediu a renúncia do presidente do Senado Federal ficou a desejar no número de participantes.

 

 

 

Ocorrida nesta quarta-feira dia 1 de julho na Avenida Paulista, em São Paulo, a manifestação contra o presidente do Senado, José Sarney, contou com cerca de cinqüenta pessoas. Número baixo, considerando a grande mobilização feita através do Twitter, encabeçada por algumas celebridades.

 

A caminhada limitou-se a atravessar, de um lado a outro, as faixas da Avenida Paulista. Não houve escolta policial.  Alguns carregavam cartazes com mensagens contra o peemedebista e gritavam palavras de ordem como “Cadeia pro Sarney”.

 

“Twitters” famosos como Marcelo Tas, Junior Lima, Marcos Mion e Rodrigo Scarpa entoaram, através do micro-blog, o coro de “Fora Sarney”, fazendo que com que seus “seguidores”. Apoiassem a iniciativa. Nenhum deles compareceu a manifestação.

 

O VJ da MTV Felipe Solari, presente na manifestação, afirmou que “O importante é a atitude. Mostrar a indignação do povo contra José Sarney. Não importa o número de pessoas”. Sobre o impacto da passeata Felipe diz “Sabemos que não temos o poder de tirar ninguém do Senado, mas pelo menos fazemos alguma pressão para aqueles que podem façam isso por nós.”.

 

O paraquedista Gui Pádua segue na mesma linha de Felipe Solari, dizendo que o importante é estar ali e “dar a cara pra bater”.

 

Havia rumores de que o Presidente do Senado deixaria o cargo na noite de quarta-feira.

 

O jornalista Ricardo Vergueiro acredita que a manifestação não foi um fracasso, pois o ato em si é uma atitude louvável, mas confessa ter se decepcionado com o número de pessoas.

 

O integrante do programa CQC, Rafinha Bastos, também marcou presença.

 

Na terça-feira, dia 30, a tag “#forasarney” veiculada através do Twitter, ficou entre os trendings topics (assuntos mais comentados na rede) chamando atenção de celebridades como o ator Ashton Kutscer, que se manifestou sobre o assunto.

 

 

(clique aqui para ler outra reportagem de minha autoria publicada no Terra. Sobre o mesmo tema)

 

 

Reportagem: Glauber Macario

 

 

 



Escrito por revistadizer às 13h36
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O Twitter e as notícias

 

 

Los Angeles, 25 de junho de 2009, 14h26 [18h26, horário de Brasília], os médicos do hospital da Universidade de Los Angeles declararam a morte do cantor Michael Jackson, por parada cardíaca.

 

Informação que logo a seguir viria a ser confirmada pelo irmão de Michael.

 

Antes da entrevista coletiva, dada pelo irmão, o site TMZ já confirmava a morte. E, antes dessa confirmação do site, já haviam informações sobre o falecimento do cantor circulando no Twitter.  A rede de microblogs foi a primeira a confirmar (extra-oficialmente) a morte de Michael Jackson. Termos relacionados à morte de Michael eram os mais usados. Ficando entre os trending topics.

 

Essa não foi a primeira vez que o Twitter foi usado como fonte de notícias, ou ele próprio foi notícia.

 

Basta uma busca no Google que logo se encontra doses diárias de informações retiradas do Twitter. Geralmente relacionadas a declarações de celebridades.

 

Quando o ator Ashton Kutcher postou uma foto de sua namorada, a atriz Demi Moore, de calcinha, gerou repercussão nos principais sites de notícias.

 

Jornais, e jornalistas, do mundo inteiro também aderiram à rede social que mais cresceu no ultimo ano. Lá eles postam as manchetes de suas notícias, seguidas de links para os sites.

 

No Brasil, os “twitters” mais seguidos são os do apresentador do programa CQC, Marcelo Tas, e o do técnico do Corinthians, Mano Menezes. Semana passada, Mano confirmou a escalação do jogador Christian para o jogo contra o internacional através de seu Twitter. Virou noticia.

 

Outro técnico que também é adepto do site é Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras.  Luxemburgo postou, ontem, a sua insatisfação com o jogador Keirrison, que está se transferindo para o Barcelona da Espanha e não conversou com o treinador. [foto]

 

Ainda sobre Michael Jackson, várias celebridades demonstraram através do Twitter sua tristeza com a morte do ídolo. Virou noticia.

 

O Twitter também tem seu uso político. Ele esta sendo usado para driblar a censura no Irã. Através dele, os iranianos divulgam para o mundo todo, informações, fotos e vídeos sobre os conflitos. Além de organizarem manifestações contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad.  Virou notícia.

 

Vários casos poderiam ser citados aqui, nos quais o Twitter “deu” ou virou noticia.

 

Definitivamente o Twitter veio para agregar às novas ferramentas da comunicação. Os jornalistas só não podem cometer o pecado de usá-lo como única fonte de uma notícia, e não checar as informações.

.

 

Glauber Macario

 

 



Escrito por revistadizer às 00h52
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Exposição no Conjunto Nacional

Uma verdadeira obra de arte.

 

O Conjunto Nacional traz uma exposição fantástica no piso térreo, trata-se de uma homenagem a Dom Quixote, Sancho Pança e o cavalo Rocinante, personagens criados pelo escritor espanhol Miguel de Cervantes. A obra intitulada de “Uma aventura Quixotesca” foi montada há cerca de quatro anos e pertence ao criador Silvio Galvão, que também é responsável pela montagem do presépio de natal do Conjunto.

 

A exposição impressiona a todos os visitantes. Os materiais utilizados na grandiosa mostra consistem de: 2000 latinhas de refrigerante, 4000 tampinhas de garrafa de cerveja, 2000 lacres de latinha, 150 quilos de plástico e sucatas, 120 câmaras de bicicleta, 30 quilos de papel e 10 quilos de retalhos de pano. Todo material seria lixo, mais resgatado a tempo virou algo de muito valor. 

 

Michele, representante da Cooperaacs (cooperativa que incentivou a obra de arte) estava no local esclarecendo duvidas dos visitantes.

 

Dizer: Michele qual é o objetivo da exposição aqui no Conjunto?

Michele: A obra foi exposta a titulo de conscientização ambiental, em comemoração a semana do meio ambiente.

 

Dizer: A obra foi feita apenas para a exposição do meio ambiente, ou há uma outra idéia a ser desenvolvida?

Michele: Na verdade a obra foi montada a principio apenas para a comemoração em homenagem aos 400 anos de Dom Quixote, mais por ser feita com material reciclado foi reaproveitado, uma vez que tem haver com reciclagem, meio ambiente.

 

Dizer: Quanto tempo levou para ficar pronta, uma vez que foi minuciosamente feito com material reciclado e perfeitamente encaixado?

Michele: Foram necessários cinco meses, e contou com o apoio da Cooperativa ao qual eu sou contratada, a obra é 100% feita de material reciclado.

 

Dizer: Quantas pessoas foram necessárias para erguer belo trabalho?

Michele: Cerca de sete pessoas para a montagem total da obra.

 

Dizer: Você tem, ou te passaram uma estimativa de quantas pessoas passam por aqui diariamente?

Michele: A presença diária é de aproximadamente 400.000 pessoas, incluindo a visitação à exposição.

 

A exposição de Silvio Galvão, já esteve no Conjunto Nacional no ano de 2005 e depois percorreu a outros Estados, voltando para São Paulo em 2009.

 

 

O Que:

Exposição Uma aventura Quixotesca

Quando:

De 1 a 26 de junho das 10hs às 22hs00

Quanto:

Livre

Onde:

Conjunto Nacional. AV Paulista

 L - LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS

 

Reportagem: Anderson Dias

 

 



Escrito por revistadizer às 18h01
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Blog da Petrobrás X Cidadão Kane

 

 

A criação do blog da Petrobrás está gerando enorme polêmica nos últimos dias. Tudo porque a estatal decidiu publicar, nesse espaço, a íntegra das entrevistas concedidas à imprensa, todas as perguntas e todas as respostas, sem cortes e edição. A postagem das entrevistas no blog será feita às 00h00 do dia em que o veículo for publicar a reportagem.

 Alguns jornalistas e veículos de imprensa ficaram irritadíssimos com a decisão da Petrobrás. Alegaram que a empresa está quebrando um pacto (que nunca existiu) entre o jornalista e sua fonte. Para a imprensa, cabe ao veículo a divulgação da entrevista, e não ao entrevistado [Petrobrás].

 A Petrobrás tomou a decisão de publicar as entrevistas para evitar um mal do jornalismo, a distorção das palavras e dos fatos. Com a integra da entrevista no blog o leitor pode comparar as perguntas e respostas originais com as publicadas no veículo.

 Em resumo, o que a Petrobrás fez foi comprar um briga feia com a imprensa. Peitou os jornalistas, tirou deles o “direito” de manipular a informação para atender interesses escusos, o “direito” de manipular a opinião publica.

 O blog também causa discussão pelo fato de ter surgido durante a CPI da Petrobrás, uma tentativa do PSDB de desmoralizar o Governo Lula, já pensando em 2010.

 A imprensa nativa está mal acostumada. Antes da era da internet, ela detinha toda e qualquer opinião em suas páginas e emissoras, as contestações feitas a órgãos de imprensa paravam no boca a boca, vez ou outra aparecia um direito de resposta nas páginas dos jornais, porém não eram eficientes, já que os jornais respondiam o direito de resposta, ficando com a “opinião final”.  Tempos atrás, o termo “ditabranda” (empregado em um editorial da Folha de S. Paulo) passaria despercebido. Hoje em dia, cada palavra, cada foto, cada título é amplamente discutido na rede mundial de computadores.

 O método no qual um veículo de comunicação é o único que detêm o direito de ter e publicar opiniões consiste um jornalismo arcaico e ultrapassado.  

 O jornalista Leandro Fortes disse em um texto que “O Blog da Petrobras é justamente isso, o anti-editorial, o contraponto imediato, em tempo real, às chamadas “linhas editoriais” dos veículos de comunicação que, no fim das contas, acabam por contaminar o ofício do jornalismo, submetendo jornalistas ao oficialismo privado dos aquários das redações, cada vez mais descolados da nova realidade ditada pela internet, pela blogosfera e do impressionante e muito bem vindo controle social trazido pela interatividade on line.”.

 A era digital abre espaço para uma ampla discussão e renovação no jornalismo. Com um público mais crítico o jornalista tem que por obrigação promover melhorias na qualidade da cobertura jornalística. O jornal não pode dizer uma mentira se souber que o leitor pode ir a um site ou blog para conferir a verdadeira versão dos fatos.

 O leitor não fica mais preso ao editorial. Ele mesmo pode ler o jornal, ir ao seu blog e omitir sua opinião sobre determinado assunto. Ou pode ir ao blog do próprio jornalista fazer sua crítica, elogio ou sugestão sobre a matéria publicada no jornal.

No jornalismo do século XXI não há mais espaços para “Cidadão Kane” (filme de Orson Welles).

 

 

Glauber Macario

 

 



Escrito por revistadizer às 20h59
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                            O jeito Serra de resolver

 

                 

 

 

A Polícia Militar do Estado de São Paulo atacou nessa terça-feira, com bombas e cassetete, estudantes da Universidade de São Paulo que estavam em greve.

 

Como se sabe a PM obedece as ordens do governador.

 

Funcionários e professores da USP estavam em greve em faziam reivindicações por melhores salários. Os alunos de alguns cursos decidiram aderir à greve dos professores, além disso, eles também reclamam dos cursos a distância que estão sendo oferecidos pela instituição.

 

Segundo informações, alguns estudantes atiraram garrafas plásticas contra os policiais, que responderam com bombas.

 

O Governador (que só pensa em ser presidente) José Serra demonstra mais uma vez sua vocação truculenta, ditatorial e autoritária.

 

No ano passado as polícias Civil e Militar entram em confronto na porta do Palácio dos Bandeirantes. O fato ocorreu porque o governador se recusou a negociar com os policiais civis que pediam aumento de salário.

 

Com Serra é assim, pediu aumento ganha porrada. Estudante apanha da polícia, professor apanha da polícia e polícia apanha da polícia.

 

Vale lembrar que o direito a greves e manifestações é garantido pela constituição.

 

Os estudantes estão em greve desde o começo do mês, os polícias foram enviados à Cidade Universitária para prender alguns lideres estudantis. Isso se fazia na época da ditadura, quando Serra era líder estudantil.  O mundo da voltas.

 

Grande parte da imprensa além de não dar destaque aos ataques (o Jornal Nacional nem falou sobre o assunto em sua escalada) usou a palavra “confronto”. Não foi confronto, foi um ataque contra estudantes desarmados.

 

O jornalista José Luís Datena disse em seu programa, “Brasil Urgente”, que falaria com o governador ao vivo, se ele quisesse, mas não falaria com “baderneiros” [estudantes].

 

Relato de um estudante da USP (retirado do blog “O Biscoito fino e a massa”)

 

A manifestação estava pacifica (dentro do possivel) com todos se dirigindo para a reitoria onde ocorreria a assembléia geral. De repente a galera se encontrou com uma viatura policial e começou a gritar (ainda pacificamente) 'fora pm do campus'. De repente uma menina tentou se aproximar dos pms pra entregar flores pra eles e eles, os pms, se revoltaram e espancaram a garota. Daí todo mundo foi pra cima deles (claro) e eles chamaram reforço. Dai a confusão começou, porque o reforço chegou atirando balas de borracha e bomba de gás. Sem dó. O pessoal tentou se refugiar na FFLCH com barricadas. A PM sitiou a faculdade, ninguém entra ninguém sai.
Continuam a jogar bombas sem parar"

 

Glauber Macario

 

 

 

 

 



Escrito por revistadizer às 00h44
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Os Grinch`s do futebol

 

 

O Grinch, para que não lembra, é um personagem que odeia no natal e por isso tenta estragar o natal das outras pessoas. No filme ele é interpretado pelo ator Jim Carrey. O Grinch é uma representação simbólica do ser humano que não podendo ter aquilo que deseja, faz de tudo para tirar de quem tem.

 

Desde que o Brasil foi confirmado, pela FIFA, como sede da Copa do Mundo 2014, duas coisas estavam certas: O Rio de Janeiro seria uma das cidades sedes, com o estádio do Maracanã, e São Paulo seria outra sede, com o estádio do Morumbi.

 

O São Paulo Futebol Clube, proprietário do estádio do Morumbi correu atrás de parcerias com empresas do setor privado para que seja feito um projeto de reforma no estádio, de modo que atenda as exigências da FIFA, que, diga-se de passagem, são muitas.

 

Ruy Ohtake, um dos mais renomados arquitetos do país, foi contrato para cuidar do projeto “Morumbi 2014”.  

 

O São Paulo apresentou à imprensa o novo projeto.

 

Próximo da data em que a FIFA anunciaria os nomes das 12 cidades sedes, o São Paulo foi notificado de que o projeto ainda carecia de algumas mudanças, pois ainda não atendia as exigências da entidade máxima do futebol.

 

O clube paulista correu contra o tempo e apresentou o novo projeto, já com as mudanças necessárias.  Localização do setor de imprensa, construção de um estacionamento, cobertura parcial do estádio, entre outras coisas.

 

Começaram a surgir na imprensa especulações de que a FIFA não aprovaria o Morumbi como estádio da cidade de São Paulo, e que uma nova arena seria construída, com dinheiro público.

 

Essas informações foram claramente plantadas por pessoas que tem interesses na construção de um novo estádio. E não querem que o São Paulo Futebol Clube seja dono do estádio que fará o jogo de abertura da Copa do Mundo.

 

A reportagem da Band que estava em Nassau para fazer a cobertura de um congresso da FIFA perguntou ao secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, se o Morumbi tem condições de receber um jogo de Copa do Mundo. Jèrôme respondeu que o estádio apresenta alguns problemas e que não se adequou às exigências da FIFA.

 

O São Paulo já anunciou que fará um terceiro projeto, com novas modificações que serão apresentadas nos próximos meses. O presidente do clube, Juvenal Juvêncio, garantiu que o estádio receberá jogos da Copa do Mundo.

 

Hoje, nenhum estádio brasileiro tem condições de receber um jogo de Copa do Mundo, por esse, motivo as reformas serão feitas.

 

Então por que a reportagem da Band perguntou apenas sobre o Morumbi?

 

Em Nassau já não se falava mais sobre a Copa do Mundo no Brasil, o foco era a África do Sul (sede da próxima Copa). Mas a imprensa brasileira foi atrás de membro da FIFA para perguntar única e exclusivamente sobre o Morumbi.

 

Perguntaram até para o Ronaldo o que ele pensa do Morumbi como estádio da Copa.

 

Obviamente há interesses de diversas partes na construção de um novo estádio. Empreiteiras construtoras, clubes de futebol, políticos, patrocinadores, emissoras de televisão e etc.

 

O comentarista da Band, Ulisses Costa, disse que tem informações de que é grande a possibilidade da construção de um novo estádio. Não disse nem de quem e nem de onde vieram essas informações. Mesmo sabendo que se o São Paulo fizer as mudanças que foram pedidas o Morumbi será aprovado.

 

O “Morumbi 2014 tem apoio do Governador José Serra, Prefeito Gilberto Kassab, Presidente da CBF Ricardo Teixeira, Presidente da FPF Marco Pólo Del Nero, entre outras pessoas importantes.

 

Mesmo assim, farão de tudo para tirar o Morumbi da Copa do Mundo.

 

 

 

Glauber Macario

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por revistadizer às 17h50
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Desabafo de segunda feira pela manhã (01/06/2009 - 6h)

Fui assaltada. Eu e meu namorado fomos abordados por dois homens de moto ontem às 21:40 h mais ou menos.

 A moto deles encostou na nossa e o brilho do cano cromado da arma do garupa encostou em nossas cabeças. Ele desceu, meu namorado também e eu? Bom, eu cai.

Cai nem sei como, acho que tentei descer pelo lado oposto ao ladrão e não alcancei os pés no chão. Levantei rapidamente e vi meu companheiro com o revólver apontado no meio da testa. Ele deu o celular, e o homem apontava a arma para mim e para ele com os olhos brilhando tanto quanto a “ferramenta” em suas mãos. Pareciam assustados.

Qualquer movimento contrário poderia ser fatal. “Sai correndo, sai correndo”, gritou um deles. Foram embora. E nós dois ficamos com os que apareceram para socorrer.

Talvez alguém que estuda as razões de nossa sociedade os qualificaria como vítimas da miséria, do preconceito e das frustrações pessoais. Eu acharia a mesma coisa à um dia atrás. Porém, quando você vê sua cabeça prestes a explodir, muda de opinião.

Meu namorado teve uma infância difícil e muitas vezes seus pais deixavam de comer para dar a ele, e mesmo assim a moto que em que estávamos está sendo paga a prestações cujo dinheiro advém de um mês inteiro de trabalho.

Com a crise, estou desempregada, meu pai batalhando para manter o que temos, e mesmo assim fiz não sei quantos “bicos” o mês passado para ajudar a pagar as contas. Sobrou R$30 com os quais comprei feliz da vida a bolsa que levaram.

Já ficamos quase sem ter o que comer também. Não tenho as roupas que preciso e muito menos as que gostaria. E, mesmo assim não sou “vítima da sociedade injusta e desigual”. Sobrevivo a ela como qualquer um.

Ótimo que estamos vivos. O resto agente conquista de novo. O que não podemos mudar é o fato de comprar algo com sacrifício incluído no preço o valor do seguro,

O fato da polícia adorar parar motoqueiros (como já nos pararam diversas vezes) e não abordar imbecis como estes.

E o principal, nossa passividade diante da violência, já que não temos outra escolha se não o velho sermão do “não reaja”, “vão-se os anéis, ficam os dedos...”

E ficaram.  Estão todos aqui, junto com uma tremenda dor no corpo por causa do tombo e uma insônia terrível já que toda vez que fecho os olhos lembro da arma, dos olhos do assaltante, enfim.

Seria capaz de reconhecer um deles se o visse passando ao meu lado.

A propósito, acharam a bolsa. A moto foi, mas tinha seguro (ufa!). O que não tem seguro é nosso psicológico, que a qualquer barulho nos leva ao pânico e a certeza de que nascemos de novo.

 

Renata Fernandes

 

 

 



Escrito por revistadizer às 16h57
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              Parque da Juventude tem espaço para interessados em tênis

 

Localizado na Zona Norte de São Paulo, o parque disponibiliza quadras e materiais gratuitamente.

 

        

Foto: Gabriel Ribeiro 

 

   

Basta ter uma raquete e vontade de jogar”, diz Lucas Pádua, 28, a respeito a prática de tênis no Parque da Juventude, zona norte de São Paulo –  localizado onde ficava a maior casa de detenção da América Latina, o “Carandiru”

 

     O tênis, esporte nada popular no Brasil devido a dificuldade de acesso a quadras e espaços específicos, pode ser praticado livremente no parque, basta apresentar os documentos pessoais, receber os equipamentos (bolinhas e raquetes) e suar a camisa. Isso se contrapõe a atual situação, já que, para se jogar tênis hoje em São Paulo, é necessário alugar uma quadra ou ser sócio de algum clube privado algum – o que não é barato, tornando cada vez mais o tênis um esporte elitizado, limitado às pessoas de maior renda.

 

    Mesmo com o crescimento do interesse pelo esporte no país devido ao tricampeonato de Gustavo Kuerten, o Guga, em Roland Garros, falta vontade política ao poder público quando se tratar em investir pesado na infra-estrutura educacional com o intuito de popularizar o tênis nas camadas mais baixas da população.

 

    Lucas joga tênis no local há duas semanas, geralmente com seu amigo João Luiz, 17. Para ele, a fácil localização – por ser perto das estações do metrô Santana e Carandiru -,facilita o acesso de todos e possibilita que pessoas venham de outros pontos da cidade. Ele, por exemplo, mora no bairro do Paraíso, Zona Sul da cidade, e acredita que jovens que praticam o esporte em espaços públicos, como o Parque Juventude, podem pensar seriamente em se profissionalizar. “Não depende só do professor, depende da iniciativa da pessoa também”, assegura.

 

    Ressalta, porém, que para os jovens que ainda não têm essa iniciativa, é necessário um incentivo por parte dos colégios, sejam eles públicos ou privados. “Falta fazer parte da grade nas escolas. O tênis nunca vai melhorar no Brasil se não tiver incentivo”, diz.

 

     Ele compara, inclusive, o tênis com o futebol e outros esportes mais populares no país, pois o custo para a construção de uma quadra de futebol, por exemplo, é o mesmo que para uma de tênis.

 

     No tênis, o equipamento mais caro é a raquete, que gira em torno de R$ 200. Inacessível para a maioria dos jovens, mas que poderia ser pensado por parte dos colégios, segundo Lucas.

 

 

Reportagem: Arilton Batista

 



Escrito por Arilton Batista às 01h01
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              Havia uma parede no meio do caminho

 

Jogador de tênis vence dificuldades impostas pelo esporte e pela vida e se torna campeão estadual.

                                                                                                                                                                 Foto: Gabriel Ribeiro

                  

 

A bola corria com velocidade pelo lado de fora da quadra, era a sua deixa, hora de exercitar sua função, apanhá-la e devolve-la aos jogadores.  Várias vezes durante uma mesma partida. Bola fora, bola por cima, bola na rede, lá estava ele, correndo freneticamente atrás dela.

 

Eduardo Silva da Costa tinha apenas nove anos e seu maior sonho era ser jogador, queria estar do lado de dentro da quadra, vencer partidas, enfrentar adversários, vencer sets. Vencer sets? Sim, Eduardo era catador de bolinhas na quadra de tênis Zuquim em Santana, Zona Norte de São Paulo. Ao contrário da maioria dos jovens, ele sonha em ser jogador de tênis e não de futebol.

 

Após o término das partidas lá ia Eduardo, jogar contra seu adversário, uns dos mais difíceis que já enfrentou, mas que nunca foi páreo pare ele, o paredão. Com a raquete na mão, que pertencia à escola, Eduardo era o melhor do mundo, ídolo do tênis, celebridade, ganhava milhões, troféus, torneios, jogos decisivos, tudo contra seu adversário, o paredão.

 

Mas havia um adversário mais difícil que o paredão e qualquer outro que estivesse dentro de uma quadra. A condição financeira.  Os equipamentos para a prática do tênis são muito caros, e Eduardo não tinha condições de comprá-los.  Depois de um tempo, começou ganhar presentes dos alunos que jogavam na escola onde ele era catador, raquetes, bolinhas, entre outras coisas.

 

Aos catorze anos de idade começou a jogar de verdade (a idade ideal para começar no tênis é entre seis e oito anos). Algum tempo depois passou disputar torneios reais, e vencê-los, levantar troféus verdadeiros. Não era uma celebridade mundial, não havia vencido um glamuroso Roland Garros, mas estava realizado, conquistou aquilo pelo que batalhou.

 

Mais tarde Eduardo da Silva Costa foi campeão estadual de tênis, em São Paulo, conseguiu patrocínios, é federado pela Federação Paulista de Tênis (FPT). Aos vinte de dois anos é professor, ensina crianças e adultos que querem seguir uma carreira como tenistas ou jogar apenas por lazer.

 

Nota: Houve um erro de minha parte que causou um desentendimento sobre o texto. A foto postada acima não é do Eduardo Costa, personagem da matéria. Ela foi tirada pelo Gabriel no Parque da Juventude. Usei ela apenas para ilustrar o texto, que é sobre tênis.Em nenhum momento do texto eu disse que ele era o jogador da foto. Falha minha, eu deveria ter previsto que os leitores associariam a imagem ao personagem, e não ao esporte.

Quando ao leitor que disse que o personagem é amigo dele, e se chama Julianderson ele pode até ser o da foto, mas não o do texto. Eu mesmo entrevistei Eduardo Costa e afirmo que o que escrevi está correto.

 

Reportagem: Glauber Macario

 

 

 



Escrito por revistadizer às 13h52
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                                                 Lars Von Trier cala Cannes                    

     

(Foto: Cena do filme "Anticristo")

                                              

O diretor dinamarquês Lars Von Trier deixou a imprensa calada e chocada no festival de cinema de Cannes após a exibição de seu nome filme Anticristo. Segundo informam alguns sites, os jornalistas que assistiram a exibição do filme na sala Debussy se recusaram a dar entrevistas após o termino da sessão, pois não tinham uma opinião formada sobre o que acabara de ver.

 

Risos, aplausos e vaias também foram ouvidos. Algumas pessoas saíram da sala antes dos créditos finais.

 

Anticristo conta historia de um casal que se refugia em uma casa isolada, no meio da floresta, após perder seus filhos, lá vários eventos bizarros começam a acontecer. 

 

Cenas de violência e sexo se misturam com música clássica.

 

Lars sofreu com uma terrível depressão há cerca de dois anos, o que o fez interromper a escritura do roteiro e as filmagens. No material de divulgação o diretor informa que várias imagens que aparecem em Anticristo saíram de seus sonhos.

 

Um diretor conhecido por filmes polêmicos como Os Idiotas (1998), Dançando no escuro (2000) e Dogville (2003) somado a uma depressão, sonhos com imagens bizarras e filme de terror.

 

O cinema nunca teve uma regra de que um filme precisa atingir a compreensão do público, e se essa tal norma existisse Anticristo não poderia ser exibido, pois ele mexe com as sensações e emoções dos espectadores, é puro caos, não há espaço para explicações sobre contextos e teorias.

 

Tudo indica que o filme irá dividir opinião entre os críticos de cinemas. Uns dirão que o filme é genial, outros dirão que Lars Von Trier já não é mais o mesmo.  Mas uma coisa é certa, ele continua provocador.

 

Um filme para ser amado e odiado. 

 

 

Glauber Macario

 

 

 

 

                                       



Escrito por revistadizer às 23h32
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Suicida causa euforia na Barra Funda

 pula

 

 

 

Já passavam das 21h, desta sexta-feira, quando desci no terminal Barra Funda do metrô. Um grande número de pessoas estava acumulado perto de uma bilheteria. Uma área de uns dez metros quadrados estava isolada. Contei uns três policiais, um careca que deveria ser responsável pelo metrô e alguns homens de preto, seguranças do metrô. Tentativa de Suicídio.

 

            Bem, não acredito que ele fosse se jogar mesmo. Talvez só quisesse se aparecer. Branco, aproximadamente 1.70m, vestia jeans e uma camisa preta. Parecia um cafetão de filme latino. Segurava um celular e apontava para os policiais como quem queria pedir alguma coisa. Os policiais, parecendo indiferentes com a situação, conversavam entre si e nem olhavam para o homem.

 

            Cada vez mais curiosos se amontoavam para ver o suicida. Pela altura, é bem provável que a queda não o matasse, mas podia ser que algum trem o pegasse nos trilhos. Isso porque os responsáveis pelo metrô também não estavam acreditando no salto, já que os trens continuavam circulando normalmente.

 

            Enquanto os curiosos sacavam suas câmeras e celulares para registrar o momento, os eufóricos já ensaiavam o coro: pula, pula, pula. Ele não ia pular. Certeza. Tanto que fui embora. Pensei em entrevistar alguém, mas não valia o trabalho. Pensei em tirar uma foto mas não seria manchete. Então desci as escadas pensando: “eu devia pular”.

 

            Na última hora, arrependido de não registrar a imagem, voltei. Saquei meu celular, de péssima qualidade (devia ter trazido a 99) e tirei uma foto ridícula. Tudo bem. Ele não ia se jogar mesmo. Deveria, mas não ia.

 

Não consigo imaginar o motivo que levaria um cara a passar por esta situação. O país vai bem. Não fomos atingidos pela crise. Ele não estava chorando, então acredito que não era por causa de mulher. Talvez tenha pego o metrô lotado e isso estava o matando (isso e um bom motivo). Mas não precisava pular. Bastava pegar a linha azul, do Tucuruvi ao Jabaquara, e se posicionar na frente da porta quando chegasse na Sé. A morte viria certa e rápida.

 

Até o momento não vi nenhuma notícia falando sobre esse episódio. Se fosse eu também não publicaria nada. Mas aposto 10 por um que ele não pulou. Deve ter tomado uma prensa dos canas e voltado pra casa. Ou não. Talvez os canas tenham o jogado nos trilhos e o maquinista avisado no alto-falante: “Estamos parados por problemas técnicos. Objeto sendo retirado dos trilhos”.

 

 

Neto Bach

 



Escrito por Neto Bach às 00h05
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MÚSICA E INTERNET: PARCERIA QUE DEU CERTO

A tecnologia vem interferindo em inúmeros setores, entre eles, o meio musical. Antigamente, os artistas não encontravam muitas formas para divulgar seus trabalhos, porque a indústria fonográfica encontrava-se monopolizada pelas grandes gravadoras.

Não havia espaço para os artistas que não tivessem condições de investir financeiramente. Outros músicos, por sua vez, acabavam não sendo descobertos pelos empresários, devido à imensa dificuldade que tinham de se locomover até o estúdio ou gravar o material necessário exigido pelas gravadoras.

Hoje, o cenário encontra-se bastante modificado. As inúmeras ferramentas de publicação rápida e gratuita fizeram da rede mundial de computadores uma verdadeira vitrine de grandes possibilidades, num período médio de dez anos.

Além de possibilitar que artistas musicais tenham seus trabalhos expostos com mais praticidade, os mecanismos virtuais dispensam grandes investimentos e conseguem alcançar públicos em todo o mundo.

Portais como o Orkut e o Blogger e sites que permitem a troca de músicas e vídeos como Myspace e Youtube, são apontados hoje como alguns dos fatores responsáveis pelas mudanças no cenário musical.

Atraindo milhões de internautas, todos os dias, essas ferramentas, além de cada vez mais populares por otimizar a divulgação de produtos, entram também para o hall dos fatores que mais vem modificando as relações artístico-sociais.

E por falar nessas relações, está hospedado no portal Terra, desde o ano 2000, um espaço especialmente voltado aos artistas que desejam montar sua própria banda. Baseado em sites comuns de relacionamento, ele disponibiliza as informações principais do artista-usuário, bem como número de telefone e e-mail para contato.

Com tantas ferramentas disponíveis, quem tem talento é privilegiado: no mundo mágico da Internet, fazer música ficou muito, muito mais fácil!

 

Mariana Pedroso



Escrito por Mariana Pedroso às 22h02
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                                             Obama censura e tem medo de revirar o passado

 

 

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou a divulgação de fotos de torturas feitas pelos soldados americanos durante o governo de seu antecessor, George W. Bush.

 

Os torturados são suspeitos de terrorismo, detidos no Iraque e Afeganistão.  Para o presidente, as fotos podem atrapalhar o trabalho das tropas norte-americanas.

 

Obama vetou a publicação das fotos.

 

A decisão foi criticada pela Anistia Internacional.  Larry Cox, diretor-executivo da AI, acusa os americanos de descumprirem a decisão imposta pelo juiz, que é a de publicar esses documentos.

 

Censura não é exclusividade do governo Bush.

 

Robert Gibbs, porta-voz da Casa Branca afirmou que Obama “acredita que a divulgação das fotos pode criar uma ameaça para os homens e mulheres que temos no Iraque e Afeganistão”.

 

Barack Obama mostra uma semelhança com Lula, ambos não querem revirar os podres do governo anterior, que não são poucos, nos dois casos.

 

“Change” (mudança) era o slogan da campanha de Obama, mas parece que ele não leva a sério.  No início de sua gestão ele anunciou Robert Gates como secretário de defesa.

 

Gates foi um dos mentores da “guerra contra o terror” no governo Bush.

 

Obama tem em suas mão todas as oportunidades tem expor as “vísceras” do governo anterior, mas parece que ele vai deixar tudo como está.

 

 

Glauber Macario 



Escrito por revistadizer às 21h44
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