Manifestação em São Paulo pede a saída de Sarney

 

 

(foto: Portal Terra)

Cerca de 500 pessoas participaram de uma manifestação pela saída de José Sarney do Senado. A concentração foi no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e seguiu até a final da Avenida Paulista, sentido Consolação.

 

A PM diz que foram 200 manifestantes.

 

Começou como um lual. Cerca de 30 pessoas formavam um circulo, no centro um rapaz com um violão. Cantavam músicas da Legião Urbana, Raul Seixas e composições próprias que pediam a saída de José Sarney do Senado Federal.  No intervalo das canções alguns manifestantes faziam discursos, sempre no meio circulo.

 

Aos poucos mais pessoas foram chegando e se juntando ao grupo, até então pequeno, porém animado.  Em questão de minutos o vão do Masp estava tomado por cerca de 500 pessoas, número grande se considerar que a manifestação ocorrida em julho levou cerca de 50 pessoas para a Avenida Paulista.

 

A Polícia Militar e a CET tiveram que intervir e controlar a passeata, já que os manifestantes bloquearam um sentido da Paulista, alguns se sentaram no chão.

 

Pessoas de todas as idades participaram do movimento que foi organizado pelo Twitter. Teresa Lara, aposentada de 62 anos de idade disse que ficou sabendo do protesto através de uma amiga, e decidiu participar. “Não costumo participar de manifestações, mas pela saída do Sarney e venho”, diz ela vestindo um nariz de palhaço (um dos símbolos do ato).

 

Alguns manifestantes portavam bandeiras do período da monarquia e pediam a volta do Brasil Império, em tom de ironia.  Membros de partidos como PSTU e PPS também marcaram presença.

 

“Sarney ladrão liberte o Maranhão”, “Fora Sarney” e “Sarney, família fora de Brasília” eram algumas das palavras de ordem gritada pelos manifestantes. Também havia uma brincadeira onde cantavam “Quem não pula é Sarney” obrigando assim os manifestantes a pularem.

 

Alguns pichavam “Fora Sarney” nos muros e lixos da Avenida Paulista.

 

Sobrou até para o Presidente Luís Inácio Lula da Silva. Era possível avistar alguns cartazes com os dizeres “Fora Lula”.

 

Nenhuma das celebridades que ‘encabeçaram’ o movimento pela internet compareceu ao ato nas ruas de São Paulo.

 

O “Fora Sarney” aconteceu simultaneamente em 14 cidades do país.

 

Reportagem: Glauber Macario

 

 

 



Escrito por revistadizer às 19h40
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bonecos

Apanhei Da Minha Mulher

 

Apanhei da minha mulher.  Isso mesmo. Pensei em denunciar, mas logo desisti. Afinal estamos juntos há mais de sete anos. Confesso, não foi a primeira vez. Penso em reagir, mas não consigo. Ela faz uma cara de coitada, o que me deixa com coração mole e a pensar se mereço mesmo ser agredido.

Normalmente é à noite. Raríssimas vezes apanhei na parte da tarde, mas já aconteceu. Não é apenas agressão física, mas verbal também. Já fui insultado sem motivo nenhum. Sem contar que ela fala coisas que por muito não entendo. Peço que repita, só que ela dá as costas, me deixa falando sozinho e fica resmungando.

Já pensei em terapia. Quando toco no assunto ela dá risada. Diz que é louca mesmo e que tenho que aturar. Não insisto, pois apesar de parecer sempre lúcida, aos olhos dos outros, quando estamos a sós é um perigo. Nesses momentos tento me afastar o máximo possível, mas ela sempre se aproxima me deixando apreensivo. Nunca sei quando ela terá um momento de explosão.

Às vezes ela chora, mas não é de arrependimento. Ela chora pois nem sabe o que se passa com ela. Acredito que é só escuridão ou flashes de momentos difíceis. Por isso apanho calado e não pretendo denunciar de forma alguma. Depois de sete anos acostuma-se com isso. No fundo até gosto. E aprendi a entender.

Apanhei da minha mulher. Minha mulher sonâmbula. Que fala dormindo, chora dormindo, me bate dormindo, anda pela casa, sorri sozinha, fala coisas que não entendo, mas que também me abraça e me beija dormindo. E mesmo com toda loucura, faz das minhas noites, e algumas tardes, as mais interessantes e imprevisíveis. Momentos únicos e maravilhosos.

Texto e Arte: Neto Bach.

 



Escrito por Neto Bach às 04h38
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Hoje como Ontem -

A Evolução do Povo Brasileiro

 

 

Quando descobriram o Brasil, ele já havia sido descoberto. Os índios já habitavam estas terras quando Cabral chegou com sua caravela. Os portugueses, com certeza, tomaram um susto ao ver aquele povo com a cor da pele morena, ao contrário dos branquelos europeus, completamente nus. Nus sem mãos no bolso. Encantaram-se com as índias e resolveram se comunicar. Comunicação fértil. Bem retratada no filme “Caramuru”, com Selton Melo.

Com a colonização, a escravidão, navios negreiros, negras, e que negras. Exploração. Gringos com as negras. Miscigenação. Gringos, índias, mais gringos, negras e outros gringos. Já que é pra misturar, negro com índio. Mistura de culturas inevitável, diversas etnias e muita putaria. Formaram-se os brasileiros.

Com o tempo as coisas mudaram. As pessoas evoluíram. Não andam mais peladas. Todos bem educados. Hoje é branco com branco, negro com negro e índio com índio. Ainda existem índios? Não há mais descriminação. Como dizia o filosofo Tim Maia: “Vale Tudo”. Homem com homem, mulher com mulher. Espera um pouco. Acho que é o contrário. Mas não importa. O importante mesmo é a evolução.

Tempos modernos, novos costumes. TV digital gratuita e programas super-culturais e educativos são a diversão do povo brasileiro. Para relembrar nossa história, basta colocar em qualquer canal, assim poderemos ver pessoas agindo como nossos ancestrais, andando completamente nus, usando dialetos incompreensíveis, conhecidos hoje como gírias. Se repararmos bem, podemos perceber alguns ritos africanos, canibalismo indígena. Notícias de pessoas que adoram guerrear, como as antigas tribos. Que saudade do Brasil Colônia!

Hoje temos duas tribos muito famosas. Uma delas é a Tribo dos Que Têm muito, defendem suas terras com armas primitivas a base de pólvora. A outra é a Tribo dos Sem Terra, que querem uma tal de Reforma Agrária e para isso também usam armas primitivas a base de pólvora.

Temos até uma festa tradicional, celebrada uma vez por ano, que serve de inspiração para relembrarmos e podermos agir como nossos ancestrais. O Carnaval. No Carnaval, podemos usar alucinógenos, como os índios, fazer batuques, como os negros, andar pelados, como índios e negros, nos misturar com outros grupos étnicos, o que significa transar bastante.

É bom relembrar a história e ver que o povo brasileiro evoluiu. Mudamos muito. Mudamos tanto, que continua a mesma coisa.

 

Neto Bach.



Escrito por Neto Bach às 14h50
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